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Reeducandos concluem curso de eletricista predial

Capacitação foi ministrada pelo Senai Goiás, em parceria com a Diretoria-Geral de Polícia Penal e o Ministério Público do Trabalho

Vinte reeducandos da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães, integrantes do Projeto Resgatar, receberam o diploma de eletricista predial na manhã desta quarta-feira (26), no Colégio Dona Lourdes Estivalete Teixeira, que fica dentro da POG. O curso foi ministrado pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai), em parceria com a Diretoria-Geral de Polícia Penal e o Ministério Público do Trabalho em Goiás.

Durante 28 dias, os custodiados aprenderam sobre tecnologias e práticas profissionais do eletricista, riscos elétricos, medidas das grandezas elétricas e noções básicas da área, além de conhecimentos no que tangem a interpretação de projetos elétricos.

“Os senhores hoje têm uma profissão, profissão esta que tem procura imensa no mercado lá fora, especialmente na construção civil. Vocês têm uma oportunidade. Abracem esta oportunidade”, discursou o diretor-geral adjunto de Polícia Penal, Firmino José Alves, durante a solenidade na escola. “Nós fizemos um levantamento na DGPP sobre os egressos do sistema penitenciário em 2023. Nenhum reeducando que tenha participado de programas da educação ou de trabalho, naquele ano, dentro das unidades prisionais, retornou para a prisão”, emendou.

O Projeto Resgatar é financiado com recursos do MPT-GO. Atualmente, 1.035 custodiados de unidades prisionais de Aparecida de Goiânia, Catalão, Itumbiara e Águas Lindas de Goiás participam de cursos profissionalizantes, com custo de aproximadamente R$ 4 milhões. Os apenados são capacitados pelo Senai em cursos de qualificação profissional voltados para a empregabilidade, como nas áreas de construção civil e corte e costura. São beneficiados pelo Resgatar presos que estejam ao final do cumprimento da pena em regime fechado – nos últimos seis meses.

“A qualificação é o primeiro passo para que o reeducando possa retomar seu convívio social fora do sistema prisional. O segundo passo, e que estamos realizando em parceria com o Poder Judiciário, é fazer com que as empresas, especialmente da construção civil, contratem reeducandos que tenham feito estes cursos pelo Senai. A empresas precisam exercer sua função social”, afirmou o procurador-chefe do MPT-GO, Alpiniano Lopes.

Comunicação Setorial da Polícia Penal de Goiás

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