Operação Mute não encontra ilícitos em unidades prisionais de Goiás
É o segundo ano consecutivo em que a ação não encontra celulares ou outros materiais proibidos nas unidades prisionais goianas

A 11ª fase da Operação Mute, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em parceria com a Polícia Penal de Goiás (PPGO), não encontrou nenhum ilícito nas duas unidades prisionais revistadas no estado. É o segundo ano consecutivo em que a operação não registra apreensão de celulares ou outros materiais proibidos ou não permitidos nos presídios goianos.
Neste ano, as unidades prisionais de Iporá e Ceres foram alvos da operação, realizada nesta terça-feira (19) e quarta-feira (20), respectivamente. Aproximadamente 50 policiais penais participaram das revistas minuciosas em 18 celas, com a movimentação de 177 presos.
A 11ª fase da Operação Mute ocorre simultaneamente em 15 estados brasileiros ao longo desta semana. A ação tem como foco a identificação e retirada de aparelhos celulares e outros itens ilícitos do interior das unidades prisionais, por meio de revistas estratégicas realizadas com apoio de tecnologias de inteligência e protocolos operacionais especializados.
Em Goiás, no entanto, a apreensão de ilícitos nas unidades prisionais vem apresentando queda expressiva desde 2019. A apreensão de celulares em presídios caiu 99,5% entre 2018 e 2025, passando de 6.192 para apenas 28 aparelhos. Já a apreensão de drogas teve redução de 98,7%, saindo de 175 quilos para 2,3 quilos.
Brasil
Desde o início da Operação Mute, em 2023, os resultados das dez fases já realizadas em todo o país são expressivos, com a retirada de 7.966 aparelhos celulares de dentro das unidades prisionais. Ao todo, mais de 38 mil policiais penais participaram das operações, e mais de 37 mil celas foram revistadas.
Além da apreensão de eletrônicos, as ações também combatem diversos tipos de ilícitos nos estabelecimentos prisionais, fortalecendo o controle interno e enfraquecendo a atuação de organizações criminosas.