Saúde mental, qualidade de vida, síndrome de burnout e exposição ocupacional: um estudo institucional entre policiais penais do Estado de Goiás
A Diretoria-Geral de Polícia Penal do Estado de Goiás disponibiliza o relatório técnico-científico institucional Saúde mental, qualidade de vida, síndrome de burnout e exposição ocupacional: um estudo institucional entre policiais penais do Estado de Goiás, elaborado no âmbito da Seção de Pesquisa e Pós-Graduação da Escola Superior de Polícia Penal.
O estudo foi desenvolvido a partir de pesquisa institucional realizada com policiais penais em atividade no Estado de Goiás, entre os dias 26 e 31 de maio de 2026. A investigação teve como objetivo produzir diagnóstico técnico, agregado e institucional sobre qualidade de vida, saúde mental, sintomas de depressão, ansiedade e estresse, síndrome de burnout, exposição a eventos potencialmente traumáticos e sintomas pós-traumáticos.
A população de referência foi composta por 1.629 policiais penais em atividade. Ao todo, foram obtidas 367 respostas válidas, número superior à amostra mínima estimada para o levantamento, considerando nível de confiança de 95% e margem de erro de 5%. O protocolo reuniu questionário sociodemográfico-funcional e instrumentos psicométricos reconhecidos na literatura científica, como WHOQOL-BREF, DASS-21/EADS-21, Copenhagen Burnout Inventory — CBI, LEC-5, Critério A, PCL-5 e Módulo Ocupacional Penitenciário Complementar.
Os resultados são apresentados de forma agregada e possuem finalidade de rastreio coletivo, diagnóstico institucional e planejamento de ações preventivas. O relatório não se destina a diagnóstico individual, avaliação funcional, decisão disciplinar, lotação, remoção ou análise de aptidão, devendo ser interpretado como instrumento técnico para orientação de políticas institucionais.
A publicação busca subsidiar a atuação da Diretoria-Geral de Polícia Penal, da Escola Superior de Polícia Penal, do Núcleo de Atenção ao Servidor da Polícia Penal — NASPP — e das áreas de gestão, especialmente em temas relacionados à saúde ocupacional, prevenção de riscos psicossociais, apoio após eventos críticos, formação de lideranças, monitoramento de jornadas e aperfeiçoamento das condições organizacionais de trabalho.
Além de orientar a atuação institucional, o relatório constitui fonte técnica para pesquisadores, gestores públicos, profissionais de saúde, integrantes do sistema de justiça, instituições acadêmicas e demais interessados na compreensão dos efeitos do trabalho prisional sobre a saúde, a qualidade de vida e a exposição ocupacional dos policiais penais.
Com a divulgação do estudo, a Polícia Penal de Goiás reafirma o compromisso com a produção de conhecimento aplicado, a gestão baseada em evidências, a valorização dos servidores e o fortalecimento de políticas voltadas ao cuidado, à segurança ocupacional e à qualidade de vida no âmbito da execução penal.
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