Plano estadual de trabalho do sistema PENAL
Última atualização em: 13/12/2024
Categoria: Publicações Oficiais
ESTADO DE GOIÁS
DIRETORIA-GERAL DE POLÍCIA PENAL
GERÊNCIA DA SECRETARIA-GERAL
PLANO DE TRABALHO
ESTADO DE GOIÁS
SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA
Plano estadual de trabalho do sistema PENAL
(Vigência 2024-2026)
GOIÂNIA -GO AGOSTO, 2024
DIRETORIA-GERAL DE POLÍCIA PENAL
IDENTIFICAÇÃO
GESTÃO:
GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS. CNPJ: 01.409.580/0001-38
Endereço: Rua 82, Nº 400, Palácio Pedro Ludovico Teixeira, 10º Andar, Ala Oeste, Setor Central, Goiânia/GO. CEP: 74.015-908
Telefone: (62) 3524-2083/2085
Nome do Responsável: Ronaldo Ramos Caiado
Cargo: Governador do Estado de Goiás.
ÓRGÃO EXECUTOR:
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA CNPJ:
01.409.606/0001-48
End: Avenida Anhanguera, nº 7.364, Setor Aeroviário Goiânia-GO, CEP: 74.435-300
Telefones:(62) 3201-1049 / 3201-1050
Email: eletrônicos:gabinetesspgo@sspj.go.gov.br
Nome do Responsável: Renato Brum dos Santos. Cargo: Coronel da Polícia Militar de Goiás.
Função: Secretário de Estado da Segurança Pública
DIRETORIA-GERAL DE POLÍCIA PENAL CNPJ:
29.394.729/0001-71
End: Av. Goiás, nº 1496, Setor Central, Goiânia/GO
CEP:74050-100
Telefones: (62) 3201-7409
Correios eletrônicos:dgap.go.gabinete@gmail.com
Nome do Responsável: Josimar Pires Nicolau do Nascimento
Cargo: Diretor-Geral de Polícia Penal
GESTOR ESTADUAL DA POLÍTICA DE TRABALHO
Nome: Paulo Sérgio Silva Santos
Cargo: Policial Penal
Função: Gerente de Produção Agropecuária e Industrial
Endereço: R. Caramuru, nº 16 – quadra 23, Jardim da Luz, Goiânia – GO
CEP: 74850-380
Correios eletrônicos: paulo.ssantos@dgap.go.gov.br
Telefone: (62) 3270-8777
COLABORADORES
Nome: Guilherme Augusto Alves Pereira
Cargo: Policial Penal
Função: Chefe da Seção de Projetos de Empregabilidade
Correios eletrônicos: gepai@dgap.go.gov.br
Telefone: (62) 3201-2484
Nome: Luciano Augusto Gerardo Caetano
Cargo: Policial Penal
Função: Auxiliar da Seção de Projetos de Empregabilidade
Correios eletrônicos: gepai@dgap.go.gov.br
Telefone: (62) 3201-2484
SUMÁRIO
PLANO ESTADUAL DE TRABALHO DO SISTEMA PENAL DE GOIÁS
1 – TÍTULO I – INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………….. 5
1.1 Histórico da Política de Trabalho Penal em Goiás………………………………………. 5/6
1.2. População carcerária de Goiás……………………………………………………………………. 6
1.3. Unidades Penais em Goiás………………………………………………………………………….. 6
1.4. Eixos de atuação para o fomento da Política do Trabalho……………………………. 6
1.5. Remuneração do presos e Contribuição Previdenciária……………………………… 6/7
1.6. Qualificação Profissional dos presos……………………………………………………………. 7
1.7. Normativas vigentes acerca da Política de Trabalho……………………………………. 7
2 – TÍTULO II – OBJETIVOS DO PLANO…………………………………………………………….. 7/8
3 – TÍTULO III – AÇÃO POR EIXOS………………………………………………………………………. 8
3.1 Gestão………………………………………………………………………………………………………… 8
3.2. Projetos Nacionais………………………………………………………………………………………. 9
3.3. Estrutura Física………………………………………………………………………………………….. 9
3.4. Grupos de Vulnerabilidade Acrescida……………………………………………………….. 10
3.5. Qualificação profissional…………………………………………………………………………… 10
3.6. Segurança Ocupacional e Trabalho………………………………………………………. 10/11
3.7. Execução dos recursos do Fundo a Fundo…………………………………………………. 11
4 – TÍTULO IV – INDICADORES DE META…………………………………………………………. 11
5 – TÍTULO V – LIMITAÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO………………. 11
6 – TÍTULO VI – MONITORAMENTO e AVALIAÇÃO DO PLANO……………………… 12
7 – TÍTULO VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS………………………………………………………. 13
8 – GLOSSÁRIO…………………………………………………………………………………………………….. 14
9 – ANEXOS…………………………………………………………………………………………………………… 15
- INTRODUÇÃO
A primeira instituição moderna de execução penal em Goiás foi a Casa de Detenção da Rua 68, em Goiânia, criada pela Lei nº 1.088 de 1955 e administrada pela Polícia Civil. Em 1962, foi criado o Centro de Progressão Penitenciária de Goiás (CEPAIGO), mas a Casa de Detenção manteve-se independente até sua desativação em 1999, quando foi substituída pela Casa de Prisão Provisória – CPP. Entre 1962 e 1999, Goiás tinha dois sistemas prisionais independentes e instáveis, com cadeias públicas precárias.
Em 2002, a Agência Goiana do Sistema Prisional foi criada para organizar o sistema penitenciário. No mesmo ano, ocorreu o primeiro concurso para Agente Penitenciário. Em 2018, a Lei nº 19.962 renomeou a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária para Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), dando mais autonomia e estrutura ao sistema. Também foi lançado o primeiro Procedimento Operacional Padrão (POP) em dezembro de 2018.
A Emenda à Constituição Estadual nº 68/2020 criou a Polícia Penal em Goiás, e a Lei nº 22.457 de 2023 alterou o cargo de Agente de Segurança Prisional para Polícia Penal e a DGAP para Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP).
1.1. HISTÓRICO DA POLÍTICA DE TRABALHO PENAL EM GOIÁS
Antes de 2001, as atividades laborativas no sistema penal goiano incluíam a manutenção das unidades prisionais, artesanatos, hortas e algumas criações de animais. Em 2001, por meio do Projeto Começar de Novo, foi iniciada a política de inserção social de presos do regime semiaberto e egressos para o mercado de trabalho, resultando na contratação de 42 apenados para trabalhar em fóruns, depósitos públicos e arquivos judiciais.
A partir de 2011, o projeto ganhou maior amplitude e o governo estadual de Goiás priorizou um modelo de trabalho voltado para a ressocialização no setor industrial, oferecendo aos presos oportunidades de trabalho e capacitação profissional. Dando continuidade a esse modelo produtivo, em 2018, a DGPP firmou parcerias com empresas privadas do segmento têxtil, evoluindo até que, em 2024, aproximadamente 20% da população carcerária em Goiás passasse a ser empregada.
1.2. POPULAÇÃO CARCERÁRIA DE GOIÁS
O Estado de Goiás possui 246 municípios e uma população de 7.055.228 habitantes. O Sistema Penal Goiano abriga aproximadamente 22.233 pessoas privadas de liberdade, das quais 21.101 são homens e 1.132 são mulheres. Dentre esses custodiados, 9.308 estão condenados, 7.568 são provisórios, 3.608 estão em regime semiaberto e 1.749 estão em regime aberto.
Atualmente, o Estado possui 85 estabelecimentos penais físicos distribuídos por 246 municípios goianos, além de uma unidade dedicada ao monitoramento eletrônico. Dentre essas 85 unidades, 9 são voltadas exclusivamente para o gênero feminino, 2 são unidades especiais, 3 são unidades estaduais e 71 são unidades regionais. Juntas, essas unidades abrigam uma população carcerária de aproximadamente 16.876 internos em regime fechado.
A Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) é estruturada em 3 Superintendências, 18 Gerências, 3 Setoriais, 9 Coordenações Regionais e conta com um total de 1.739 Policiais Penais de carreira.
1.4. EIXOS DE ATUAÇÃO PARA O FOMENTO DA POLÍTICA DO TRABALHO
A Diretoria-Geral de Polícia Penal atua em diversos eixos para fomentar a política de trabalho no Sistema Penitenciário Goiano. Esses eixos incluem: parcerias com a iniciativa privada (trabalho interno ou externo), parcerias com municípios (trabalho externo), parcerias com órgãos estaduais (trabalho externo), oficinas próprias e a utilização da mão de obra de presos para a manutenção e conservação das próprias unidades prisionais.
Atualmente, a DGPP possui um total de 44 parcerias por meio de Termos de Cooperação, sendo 37 com municípios e outras 7 com órgãos estaduais e entidades públicas. Além disso, estão em trâmite processual outras 17 parcerias com municípios.
Em relação às parcerias público-privadas, por meio de edital de chamamento público, a DGPP instituiu 10 parcerias com empresas privadas, através da cessão de áreas localizadas no Complexo Penitenciário em Aparecida de Goiânia e em outras Unidades do Estado de Goiás.
1.5. REMUNERAÇÃO DOS PRESOS e CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Atualmente, 20% da população carcerária (nos regimes fechado, semiaberto e aberto) está trabalhando, o que corresponde a um total de 4.424 presos em um universo de 22.233.
De acordo com a PORTARIA Nº 410, de 29 de dezembro de 2023, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGPP) estabeleceu a base salarial dos privados de liberdade que prestam serviços para a DGPP. Para os condenados no regime fechado ou presos provisórios, o valor pago é equivalente a 75% do salário mínimo vigente, que atualmente é R$ 1.412,00. Portanto, a remuneração bruta é de R$ 1.059,00. No entanto, deve-se descontar 25% a título de pecúlio, que corresponde a R$ 264,75. Assim, a remuneração líquida é de R$ 794,25. Para os condenados nos regimes semiaberto e aberto, a remuneração é de 100% do salário mínimo vigente, ou seja, R$ 1.412,00.
No Sistema Penal Goiano, não há uma política específica para a contribuição à previdência social dos custodiados que trabalham, e, portanto, não há descontos na remuneração para contribuição previdenciária. No entanto, a Constituição Federal garante a previdência social como um direito, e o Estado não impede que os presos contribuam de forma voluntária. Para trabalhos externos realizados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a contribuição previdenciária é feita pela empresa contratante, conforme as legislações vigentes.
1.6. QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DOS PRESOS
A Diretoria-Geral da Polícia Penal (DGPP) promove a qualificação profissional dos presos por meio da Gerência de Educação, Módulo de Respeito e Patronato. Isso é realizado através de programas de educação, ensino profissionalizante, social e esportivo, além de parcerias público-privadas com instituições do Sistema “S”, como o SENAI e o MPT. Também são firmadas parcerias com a SEDUC, no programa Mulheres Mil, e com o IFG, no programa Pronatec – Mulheres Mil.
1.7. NORMATIVAS VIGENTES ACERCA DA POLÍTICA DO TRABALHO
· As referências legais para elaboração do Plano são àquelas utilizadas para permear o desenvolvimento das Atividades Laborais no Estado de Goiás, quais sejam:
· Constituição Federal de 1988;
· Lei nº 7.210/1984 – Institui a Lei de Execução Penal (LEP);
· Lei de Licitações e Contratos nº 8.666/93, com as alterações trazidas pela Lei Federal 13.500/17;
· Lei nº 16.536/2009 – FUNPES;
· A Portaria Ministério da Justiça e Segurança Pública – MJSP nº 437/2023, instituiu a transferência voluntária de recursos do Fundo penitenciário nacional aos estados, Distrito Federal e municípios, na modalidade fundo a fundo, por ato discricionário do Ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP);
· Decreto Estadual nº 9567/2019 – POEST;
· Decreto nº 9.450, foi instituída a Política Nacional de Trabalho – PNAT;
· Decreto de Regulamentação da DGAP nº 9.517/19;
· Programa Goiás de Resultados – Força Tarefa da Ressocialização – Portaria 126/2019
– Vice Governadoria.
- OBJETIVOS DO PLANO
√ Propor a contratação de servidores através de concurso público, assim como o reforço da equipe de Política de Trabalho Penal;
√ Estimular a qualificação dos servidores públicos para desempenhar a Política de Trabalho Penal;
√ Fomentar a construção de espaços destinados ao trabalho em unidades penais;
√ Colaborar com a modernização do sistema de gestão penitenciária “GOIASPEN” para criação de filtros e obtenção de dados;
√ Propor o aumento de vagas de trabalho por meio de parcerias público/privada e remuneradas pelo Estado de Goiás;
√ Fomentar parcerias de capacitação profissional com o Sistema “S” e ampliar parcerias com entes públicos municipais;
√ Estimular o aumento o número de Pessoas Privadas de Liberdade em Atividade Laboral em 50% até 2026.
- AÇÃO POR EIXOS
| GESTÃO | Ação | Cronograma | Pessoas e/ou Entidades envolvidas | Principal fonte de financiamento |
| Insuficiência de recursos humanos para execução de atividades da Política de Trabalho Penal |
Propor a contratação de servidores através de Concurso Público |
2024 | GEPAI GEPP DGPP SSP |
Não se aplica |
| Baixa qualificação dos profissionais lotados nos setores estratégico e tático. | Estimular a qualificação de servidores e a realização de curso de formação continuada voltado à Política de Trabalho Penal – Modalidade EAD |
2024 | GEPAI CRP’s GECG GEOF GEEN GESM GEPAGF DGPP |
Não se aplica |
| Ausência de ABA com filtro na plataforma GOIÁSPEN voltada aos grupos Vulneráveis, trabalho, qualificação e regime de penas. | Colaborar com a implementação na plataforma GOIÁSPEN da aba do Trabalho Penal, grupos vulneráveis, qualificações e regime de penas, criando vários filtros correlacionados ao tema e proporcionando uma melhor tomada de decisão |
2024 | GEPAI CRP’s GETIC GESM GEIO GEAB GEMRP GECAP GECIAP GEPP GECART DGPP |
Não se aplica |
| Baixa quantidade de parcerias público/privadas | Propor e estimular a realização de Chamamento Públicos e Acordos de Cooperação. |
2024 | GEPAI CRP’s GEPP GESM GEMRP DGPP |
Não se aplica |
| Adesão insuficiente na lotação de vagas de trabalho remuneradas pelo Estado de Goiás | Propor ações de conscientização e orientação ao incentivo do trabalho remunerado, com foco na visitação e acompanhamento das UP’s que possuem PPL’s trabalhando sem remuneração. |
2024 | GEPAI UP’s CRP’s GEPP GESM GEMRP DGPP |
Não se aplica |
| PROJETOS NACIONAIS | AÇÃO | CRONOGRAMA | PESSOAS E/OU ENTIDADES ENVOLVIDAS | PRINCIPAL FONTE DE FINANCIAMENTO |
| Ausência de instalação do Projeto Malharia Social | Implementação da Oficina de Malharia na Seção Industrial do Complexo Penitenciário Policial Penal Daniella Cruvinel |
2024-2026 | SENAPPEN DGPP | Recurso Federal |
| Ausência de instalação do Projeto Dignidade Menstrual | Instalação da Oficina de Produção de fraldas descartáveis e absorventes na Unidade Prisional Regional de | 2024-2026 | SENAPPEN DGPP | Recurso Federal |
| Israelândia | ||||
|
Ausência de instalação do Projeto Cidade Digna | Instalação de 04 fábricas de artefatos de concretos em 04 Unidades Prisionais: Penitenciária Masculina Coronel Odenir Guimarães; Casa de Prisão Provisória de Formosa; Unidade Prisional Regional de São Luís de Montes Belos; Unidade Prisional Regional de Uruaçu. |
2024-2026 |
SENAPPEN DGPP |
Recurso Federal |
| ESTRUTURA FÍSICA | Ação | Cronograma | Pessoas e/ou Entidades envolvidas | Principal fonte de financiamento |
|
Ausência de espaços/instalaçõ es adequados para oficinas de trabalho. | Fomentar a construção de 09 galpões na Penitenciária Masculina Coronel Odenir Guimarães; 04 galpões na Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia; 01 galpão na Unidade Prisional Regional de Novo Gama; 01 galpão na Unidade Prisional Regional de Caldas Novas; 01 galpão na Unidade Prisional Regional de Formosa; 01 galpão na Unidade Prisional Regional de Catalão; 01 galpão na Unidade Prisional Regional de Luziânia; 01 galpão na Unidade Prisional Regional de Jaraguá; 01 galpão na Unidade Prisional LGBTQIAPN+ de Goianápolis |
2024-2026 |
Diretoria-Geral de Polícia Penal Conselho da Comunidade na Execução Penal
SENAPPEN
Poder Judiciário Ministério Público
Gerência de Engenharia |
Tesouro Estadual + Fundo a Fundo |
| GRUPOS DE VULNERABILIDADE ACRESCIDA | Ação | Cronograma | Pessoas e/ou Entidades envolvidas | Principal fonte de financiamento |
| Ausência de documentação pessoal para inserção em atividades laborais | Estimular a identificação dos integrantes do grupo de vulnerabilidade acrescida, colaborando com a emissão de documentos pessoais | 2024 | GEPAI
UP’s CRP’s GESM SPTC PCGO DGPP DEFENSORIA PÚBLICA SSP | Tesouro Estadual |
| Baixo quantitativo de mulheres trabalhando de forma remunerada dentro e fora das Unidades Penais | Propor cláusula de contratação mínima em favor das mulheres nos ajustes/convênios firmados com parceiros público/privados |
2024 | GEPAI DICON ADSET DGPP |
Não se aplica |
| QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DO PÚBLICO PPL | Ação | Cronograma | Pessoas e/ou Entidades envolvidas | Principal fonte de financiamento |
|
Baixa quantidade de cursos profissionalizantes | Fomentar cursos de qualificação profissional na área de: – Pedreiro de alvenaria; – Pintor de obras; – Eletricista predial; – Aplicador de Revestimento Cerâmico; – Mecânico de Refrigeração e Climatização Residencial; – Costura Industrial; – Mecânico de Máquina de Costura; – Marcenaria básica; – Serralheiro; – Eletricista Industrial; – Operador de Computador; – Eletricista de automóveis; – Mecânica de motores à Gasolina |
2024-2026 |
GEPAI UP’s CRP’s GESM GEMRP DGPP CONSELHO DA COMUNIDADE SISTEMA “S” DEFENSORIA PÚBLICA MP/GO MPT TJ/GO |
Tesouro Estadual TRT Parceria público/privad a Entre outras fontes |
| SEGURANÇA OCUPACIONAL E TRABALHO DECENTE | AÇÃO | CRONOGRAMA | PESSOAS E/OU ENTIDADES ENVOLVIDAS | PRINCIPAL FONTE DE FINANCIAMENTO |
| Ausência de seguro de vida e/ou contra acidentes de trabalho | Propor a contratação de empresa especializada em seguros para as pessoas em atividade laboral no sistema penal remuneradas pelo Estado de Goiás |
2024 | GEPAI GECG ADSET DGPP |
Tesouro Estadual |
| Ausência de fiscalização do cumprimento das normas de segurança do trabalho | Propor o reforço da equipe técnica responsável pela política do trabalho, lotando servidores com formação em segurança do trabalho para compor a Gerência de Produção Agropecuária e Industrial |
2024 |
GEPAI GERH DGPP |
Tesouro Estadual |
| EXECUÇÃO DOS RECURSOS DO FUNDO PENITENCIÁRIO NACIONAL | AÇÃO | CRONOGRAMA | PESSOAS E/OU ENTIDADES ENVOLVIDAS | PRINCIPAL FONTE DE FINANCIAMENTO |
| Qualificação insuficiente dos servidores envolvidos no processo de licitação para uso dos recursos | Propor a capacitação dos servidores envolvidos na gestão dos recursos oriundos do Fundo Penitenciário Nacional – Modalidade EAD |
2024 | GEPAI GEEN GECG GEPAGF DGPP |
Não se aplica |
- INDICADORES E METAS
| Indicador | Regime | Dados Atuais 2023/2 SISDEPEN Referência | Meta 2024/2 (10,0%) | Meta 2025/2 (20,0%) | Meta 2026/2 (20,0%) | Total Previsto (50,0%) |
|
Nº de pessoas em atividades laborais | Fechado |
4.354 | 2.838 | 3.063 | 3.321 |
6.531 |
| Provisórios | 992 | 1.102 | 1.200 | |||
| Semiaberto | 390 | 448 | 550 | |||
| Aberto | 114 | 210 | 310 | |||
| Medida de Segurança | 114 | 210 | 300 | |||
| Penas alternativas | 114 | 210 | 300 | |||
| Monitorados | 114 | 217 | 300 | |||
| Egressos | 113 | 200 | 250 |
(Fonte: Informações – 15º ciclo SISDEPEN)
| Indicador | Dados Atuais 2023/2 | Meta 2024/2 | Meta 2025/2 | Meta 2026/2 |
| Nº de galpões em Unidades Penais | X | 09 | 07 | 03 |
- LIMITAÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO
As principais limitações do plano estão vinculadas à questão orçamentária. A falta de recursos financeiros suficientes poderá comprometer a execução de diversas ações previstas, como a contratação de pessoal qualificado, a aquisição de equipamentos e a oferta de programas e serviços. A carência de profissionais qualificados, como educadores, psicólogos e assistentes sociais, pode dificultar a implementação de projetos de reinserção social e o acompanhamento individualizado dos custodiados.
Além disso, a capacitação dos privados de liberdade enfrenta desafios devido ao baixo nível de escolaridade de muitos internos, sendo necessário adaptar os programas para diferentes níveis de habilidade. A gestão penitenciária sofre com efetivo reduzido e falta de pessoal administrativo capacitado nas áreas de políticas de trabalho penal e projetos, o que dificulta a coordenação e avaliação das ações do plano. A falta de treinamento específico para gestores também contribui para decisões menos eficazes e atrasos.
Outro ponto crítico é o desenvolvimento de ações para convencer empresários a investir no sistema penitenciário. Os estigmas sociais, bem como o histórico perturbador do sistema penal brasileiro, dificultam a formação de parcerias público-privadas. Ao superar essas limitações, é possível construir um sistema penitenciário mais humanizado e eficaz, que contribua para a redução da violência e, consequentemente, para a reinserção social dos detentos.
- MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO PLANO
a) Estratégias de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação das Ações Realizadas pela Diretoria-Geral de Polícia Penal do Estado de Goiás:
A Diretoria-Geral de Polícia Penal de Goiás (DGPP) implementará um sistema contínuo para monitorar as ações do Plano Estadual de Trabalho do Sistema Penal, com uma equipe especializada em avaliar projetos e supervisionar metas. Reuniões periódicas serão realizadas para revisar o andamento e ajustar as ações. As principais estratégias incluem:
Indicadores de Desempenho: Definição de métricas para avaliar progresso, como taxas de emprego e reintegração.
Sistema de Informação e Relatórios: Registro de dados e elaboração de relatórios periódicos para análise dos resultados.
Essas ações garantem efetividade, transparência e o cumprimento dos objetivos.
b) Estratégias de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação das Ações Realizadas pela Rede Parceira:
Serão criados canais de comunicação diretos e frequentes para assegurar que as ações estejam alinhadas com os objetivos do plano e para identificar rapidamente qualquer desvio ou necessidade de correção. Além disso, visitas de supervisão serão realizadas periodicamente às instalações dos parceiros para garantir a conformidade com os termos estabelecidos e avaliar a eficácia das ações implementadas.
c) Estratégias para dar Publicidade às Ações Pensadas e Desenvolvidas:
A transparência e a comunicação eficaz são essenciais para o sucesso do plano. Para assegurar a ampla divulgação das ações planejadas e desenvolvidas, será implementada uma estratégia de comunicação abrangente, utilizando portais oficiais e redes sociais para compartilhar informações de maneira acessível ao público.
d) Estratégias para Acompanhar, Monitorar e Avaliar a Implementação do Presente Plano:
A implementação do plano será supervisionada por uma comissão de servidores da GEPAI/DGPP. Esta comissão terá a responsabilidade de revisar periodicamente o progresso das ações e a conformidade com o cronograma estabelecido. Ferramentas de gestão de projetos serão utilizadas para monitorar o andamento do plano e facilitar a tomada de decisões informadas. Além disso, serão realizadas fiscalizações regulares para avaliar a eficácia do plano, identificar áreas de melhoria e garantir que os recursos sejam utilizados de forma eficiente e transparente, assegurando que o plano alcance seus objetivos dentro do prazo estabelecido.
Ademais, a Secretaria Nacional De Políticas Penais (SENAPPEN), por meio da Coordenação Nacional de Trabalho (CONAT), fará o monitoramento das ações através de relatórios, assessoria e visitas técnicas.
- CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Plano Estadual de Trabalho no Sistema Penitenciário de Goiás para 2024-2026 é uma estratégica crucial para a transformação da execução penal e a promoção da reintegração social dos custodiados. Este plano tem como objetivos principais a capacitação profissional dos presos e a ampliação das oportunidades de trabalho, visando reduzir a reincidência criminal e melhorar as condições de vida nas unidades prisionais. Assim como identificar e corrigir as falhas da gestão.
Embora a execução do plano possa enfrentar limitações, como desafios financeiros e operacionais, a abordagem planejada para superar esses obstáculos, aliada ao engajamento ativo de todas as partes envolvidas, estabelece uma base sólida e indicadores para a realização das metas estabelecidas.
Neste cenário, o Plano Estadual representa um avanço significativo na evolução do sistema penal de Goiás, com o propósito de fomentar a inclusão social e o desenvolvimento pessoal das pessoas privadas de liberdade. Com o compromisso contínuo de todos os participantes, acreditamos que este plano gerará um impacto positivo duradouro, beneficiando não apenas os custodiados, mas também a sociedade como um todo.
TJ/GO – Tribunal de Justiça de Goiás; TRT – Tribunal Regional do Trabalho; MPGO – Ministério Público de Goiás; MPT – Ministério Público do Trabalho; SSP – Secretaria de Segurança Pública; PCGO – Polícia Civil;
SPTC – Superintendência da Polícia Técnica Científica; DGPP – Diretoria Geral de Polícia Penal;
SUSEPE – Superintendência de Segurança Penitenciária; SUPRESC – Superintendência de Reintegração Social e Cidadania; SGI – Superintendência de Gestão Integrada;
ADSET – Procuradoria Setorial; GETEC – Gerência de Tecnologia;
GEEN – Gerência de Ensino – Escola Superior da Polícia Penal; GECOM – Gerência de Compras Governamentais;
GEFIN – Gerência de Execução Orçamentária e Financeira; GERH- Gerência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; GEAB – Gerência de Assistência Biopsicossocial;
GEPAI- Gerência Produção Agropecuária e Industrial; GEAB- Gerência de Assistência Biopsicossocial;
GEMRP – Gerência de Educação, Módulo de Respeito e Patronato; GECAP – Gerência da Central de Alternativa à Prisão;
GECIAP – Gerência da Central Integrada de Alternativas Penais; GEPP – Gerência de Planejamento e Políticas Penitenciárias; GESM – Gerência de Segurança e Monitoramento;
GEPAGF – Gerência de Apoio Administrativo e Logístico; GECART – Gerência de Cartório e Movimentação de Vagas; CRP – Coordenação Regional Prisional;
EAD – Educação a distância;
RC – Responsabilidade Compartilhada; PPL – Público Privado de Liberdade;
Sistema “S” – Chamadas paraestatais (Senai; Senac; Sesc; Sebrae; Senar; etc.:); UP’s – Unidades Penais;
CRP’s – Coordenações Regionais Prisionais; DICON – Divisão de Convênios.
Renato Brum dos Santos
Secretário de Estado da Segurança Pública do Estado de Goiás
Josimar Pires Nicolau do Nascimento
Policial Penal / Diretor-Geral de Administração Penitenciária
Goiânia, aos 11 dias do mês de dezembro de 2024.
Plano Estadual de Trabalho do Sistema Penal – Vigência 2024-2026
Plano Estadual de Trabalho do Sistema Penal – Vigência 2024-2026 – DOE